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SAMU regional sofre com a falta de repasses

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Uma notícia triste tomou conta do sul de Minas neste início de ano. O SAMU (conforme você pode saber um pouco mais no post aqui embaixo) sofre com uma grande falta de repasse de verbas, reflexo de uma crise financeira que atinge a região - e o país como um todo - mas também de uma crise de gestão que impede a adequada organização financeira e estrutural. Prestes a completar 3 anos de atuação, o SAMU conta hoje com uma dívida do governo de R$5 milhões em repasses atrasados desde o mês de outrubro, sendo que, com a parcela que vence ainda este mês isso pode chegar a R$6,6 milhões. Trata-se de uma triste situação, visto que graças a este serviço, cerca de 170 atendimentos diários são realizados com o apoio das 35 bases espalhadas pela região. Entretanto, segundo informa o secretário executivo do SAMU, a população não precisa se preocupar visto que, graças as organizações internas, paralisações, por enquanto, não ocorrerão. Mesmo se tratando do maior consórcio público de saúde em ci...

O problema da corrupção e a falta de verbas para a saúde

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      Atualmente no Brasil, um dos maiores problemas - se não o maior problema - da administração pública é o descarado desvio de verbas públicas, seja por meio de caixas dois, propinas, obras superfaturadas, ou o uso do serviço público para o favorecimento de pessoas próximas a políticos de alto escalão de cada nível do poder público.       A saúde, enquanto uma parte importante e essencial da rede de assistência à população, sofre muito com a falta de verbas que cada vez mais encontram-se menores especialmente em cidades e unidades de atendimento longe dos grandes centros que padecem sem recursos e ficam à mercê da vontade de um político em investir nesta, oposto ao esperado, justo e legal que é a obrigação de todos os níveis do poder em investir na saúde um percentual significativo de sua arrecadação em saúde.       Entretanto esse percentual de destinação da verba pública não é cumprido, ou quando é, são colocados gastos indevido...

Ferramentas de Gestão de Qualidade em Saúde

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A responsabilidade de um gestor em saúde é administrar os serviços e os recursos de uma instituição, além de alcançar padrões de qualidade em saúde. Para atingir a excelência, é preciso fazer um planejamento minucioso a curto e a longo prazo. As ferramentas de gestão vêm com o intuito de auxiliar o gestor a atingir as metas planejadas considerando os valores que norteiam a organização, assim como sua missão e sua visão.  Dessa forma, apresentamos algumas ferramentas que podem ser utilizadas na gestão da qualidade em saúde a seguir: Folha de verificação:  é utilizada para coletar dados e possibilitar a percepção de uma reação, pois coleta os dados de forma orientada e baseia as decisões em fatos. Seriam basicamente planilhas organizadas onde é possível realizar anotações de um determinado levantamento de dados. Fonte: https://magisconsultoriaempresarial.wordpress.com/category/ferramentas-de-qualidade/ Diagrama de pareto:  é um tipo especial de gráfico ...

SAMU em Alfenas

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O SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) é um serviço de saúde que atende casos  de urgência e emergência,  prestando socorro à população nas residências, locais de trabalho e vias públicas de uma região pré-determinada durante 24h por dia, atendendo pelo número 192.  Ele é  financiado pelo Governo Federal, Estadual e Municipais, com a finalidade de melhorar o atendimento a população. O município de Alfenas conta com uma base do SAMU, gerenciado pelo CISSUL (Consórcio Intermunicipal de Saúde da Macro Região do Sul de Minas). Possui uma viatura Unidade de Suporte Básico e uma Unidade de Suporte Avançado, composta por uma equipe de médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e condutores-socorristas.  Os hospitais referência aos quais os pacientes socorridos são destinados são: o  Hospital Alzira Velano, em Alfenas; a  Santa Casa de Caridade, em Machado; o    Hospital Bom Pastor e o  Hospital Regional do Sul de Minas, ambos ...

O médico na gestão em saúde

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Em 2017 a nossa turma realizou diversas aulas práticas de gestão em saúde com objetivo de entender melhor o papel e a importância do médico dentro desse contexto. Visitamos hospital, PSF e ambulatório para entender a gestão de cada um desses locais e como nós como profissionais futuramente poderíamos contribuir para um serviço de qualidade. Uma das questões mais marcantes foi o poder da caneta do médico. Ao prescrever exames, medicações, entre outros, o médico deve tomar cuidado para não pedir tratamentos caros e de alta complexidade quando eles não são necessários pois isso onera o sistema com gastos pesados que poderiam ser investidos em outros setores e ajudar pacientes que realmente precisam deles. Além disso é importante que o médico trabalhe dentro da equipe multidisciplinar para que o paciente possua um tratamento mais completo e longitudinal, especialmente em questões que se encontram fora da competência do médico. Isso ainda é uma dificuldade dentro do sistema de sa...

Quando a Porta de Entrada Para o Sistema de Saúde está Fechada

Recentemente, teríamos uma aula de medicina de família e comunidade em um posto da Estratégia de Saúde da Família em Alfenas. Era uma quinta-feira posterior a um feriado. Fomos surpreendidos com as portas do serviço trancadas e um aviso colado nas mesmas: "Fechado devido ao recesso de feriado, voltaremos a atender novamente na segunda-feira". Como é possível todos os postos de um serviço de saúde que se propõe a ser a porta de entrada para o sistema de saúde ficarem fechados por cinco dias consecutivos em uma cidade de cerca de 80 mil habitantes? É de se supor que pessoas necessitadas ficaram desatendidas, que serviços de emergência ficaram sobrecarregados, que importantes serviços e acompanhamentos deixaram de ser realizados. Parece ser irresponsabilidade o gestor municipal desse serviço permitir que algo assim aconteça, isso mostra a importância de se ter gestores que sejam entendidos d...

Cargo de gestão de Serviços de Saúde por Indicação Política - Um Câncer Para o SUS

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Recentemente, nós do blog, realizamos uma visita técnica em um estabelecimento de saúde do SUS que preta serviços médicos de atenção secundária. Durante as conversas e questionamentos com o gestor do serviço pode-se notar uma falta muito grande de preparo do gestor para cumprir suas funções com excelência. Foi questionado ao gestor a respeito de possíveis indicadores de qualidade que seriam utilizados para avaliar os diversos serviços prestados. Aparentando não saber muito sobre o assunto e visivelmente constrangido, o gestor respondeu que não havia indicadores, sempre colocando a responsabilidade em órgãos superiores. Pelo que foi dito e apresentado fica a impressão de que, mesmo estando quase há um ano à frente do serviço, o atual gestor se limitou a aceitar as condições exatamente como eram, sem se preocupar em melhorias. Questionado sobre como foi conseguiu o cargo que ocupa, este respondeu que foi por indicação política. Pode-se concluir que existe uma necessidade de um projeto ...